20 de março de 2015

Festival Izakaya: Takê e Mayu

Takê

Já tínhamos passado na porta do Takê várias vezes, mas ainda não conhecíamos o restaurante. Com um salão amplo, mesas largas e decoração moderna, a casa é famosa pelo buffet à quilo e rodízio bastante variados. O atendimento, feito por funcionários simpáticos e eficientes, nos surpreendeu positivamente.


O prato criado para o Festival é, na verdade, um menu bastante variado: duas entradas, prato principal e sobremesa. O Takêuai (R$ 59,90) começou com dois harumaki de bacon com alho poró e requeijão cremoso e um sunomono com fatias de polvo. A massa dos rolinhos primavera estava sequinha, muito crocante e quentinha. O recheio não estava muito cremoso, mas agradou muito. Os cubinhos de bacon macios combinaram com o alho poró, e nós achamos que a adaptação “mineira” foi bem sucedida. A salada de pepino com polvo, por outro lado, estava bem sem graça. Por mais que tivessem sido cortadas bem fininhas, as rodelas do pepino não tinham gosto de nada e quase nenhum tempero. As fatias de polvo até que foram bem cozidas, mas faltou alguma coisa.

A segunda parte do prato era um combinado dividido em duas partes: uma quente e uma fria. O salmão maçaricado com camarão cozido, cream cheese e pesto foi um dos melhores da noite. Macias e saborosas, as seis unidades foram colocadas sobre um molho de mostarda e mel suave, que a gente adora. Os escondidinhos de salmão marinados na cachaça mineira, recheados com cream cheese e pimenta doce foram uma ótima surpresa e uma explosão de sabores deliciosa e diferente de tudo o que já comemos. Como tinha sido marinado, o peixe não tinha aquele gosto forte. A quantidade de cream cheese foi boa, assim com a de geleia de pimenta, que também estava bem gostosa. De todas as novidades que o Takê agregou ao prato, a pimenta doce certamente foi a melhor. Na outra parte do combinado, os sushis e sashimis de salmão, atum, peixe branco e kani estavam fresquinhos e foram bem preparados. Para finalizar, as quatro unidades de uramaki Filadélfia eram mais comuns, mas não menos saborosas.

De sobremesa, dois rolinhos deliciosos recheados com um doce de leite escuro, mas não tão doce - tipo o doce de leite Viçosa -, com uma bola de sorvete de queijo Minas. Os canudinhos eram mais fininhos e estavam bem crocantes e recheados. O sorvete até que era cremoso, mas decepcionou um pouco por conta dos pedaços de queijo meio duros que tinham gosto muito forte. Preferiríamos se fosse um sorvetinho básico de creme, que não tem erro.

Nossa avaliação: o Takêuai é uma refeição completa e variada que deve agradar a todos os gostos. O restaurante atendeu bem a proposta do Festival, conseguiu inserir ingredientes mineiros à culinária japonesa de forma sutil, sem comprometer o resultado de nenhum item, e tem preço muito bom. Ganhou pontos com a gente pelo capricho na preparação e na montagem dos pratos, pela qualidade dos ingredientes e pela criatividade. Vale a pena experimentar!

Takê
Rua Professor Moraes, 659
Funcionários


Mayu
 
Conhecemos o Mayu no ano passado e, desde então, ele virou o nosso restaurante de cozinha oriental preferido de BH (tem resenha de uma das nossas visitas aqui). Além de ambiente moderno e bem decorado, a casa tem um cardápio bem completo. São várias opções de combinados, robatas, yakissobas, petiscos e entradas. Não experimentamos tantas quanto gostaríamos, mas tudo o que comemos lá foi ótimo. Quando soubemos que o Mayu seria um dos dez participantes do Festival, já sabíamos que ele ficaria entre os três melhores. E estávamos certos!


O prato criado para o evento é o Lareira de Minas (R$ 59,90), composto de oito unidades de salmão Romeu e Julieta maçaricado regado com cachaça e mais oito de sushi de salmão ao molho de mel com finas lascas de laranja. A disposição dos itens no prato ganhou pontos com a gente logo de cara. As unidades de salmão Romeu e Julieta estavam cada uma em uma colher, intercaladas com as de sushi. Duas foram colocadas em outro recipiente no centro do prato para serem maçaricadas na hora, na frente do cliente. Quando comemos essas duas, elas ainda estavam quentinhas. O queijo estava bem derretido e os pedacinhos de goiabada, molinhos. O que nos agradou bastante foi a proporção perfeita no uso de cada ingrediente. Os sushis de salmão também estavam muito bons. O molho de mel foi usado em pequena quantidade mas, somado às lascas de laranja, temperou bem o peixe. Eu, que nunca gostei muito de sushi por achar a quantidade de salmão exagerada e o gosto muito marcante, adorei o de lá.
 
Nossa avaliação: Além de lindo, o Lareira de Minas é uma delícia. Muito bem preparado, feito com ingredientes fresquinhos e de ótima qualidade, não conseguimos imaginar como ele poderia ser melhor! Nossa única ressalva é em relação ao tamanho do prato, principalmente se compararmos com os outros restaurantes que visitamos durante o Festival. O Lareira de Minas é ótimo como segundo prato ou como entrada para um yakissoba, por exemplo. Nesse dia, pela primeira vez, sobrou espaço para a sobremesa. Em termos de qualidade, ele é irretocável. Sem dúvida, o melhor que experimentamos até agora!

Mayu
Rua Rubim, 107
Sion

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