11 de março de 2015

Festival Izakaya: Hamoni e Nagomi


Até o dia 28 de março, acontece em BH a primeira edição do Izakaya Festival Gastronômico Oriental. Os dez restaurantes participantes elaboraram pratos exclusivos para o evento, cuja temática é "Japão Minas". Durante o festival, os pratos, o atendimento, o ambiente e a criatividade de cada casa serão avaliados por meio de votação popular e júri técnico.
Os restaurantes participantes são: Art Sushi, Hamoni, Hannah, Kabuto, Kinoko, Mayu, Nagomi Sushi Bar, Takê, Tarê e Tokyo Sushi.


Hamoni

Ainda não conhecíamos uma das mais novas casas de culinária oriental de BH, que funciona há cerca de três meses no bairro Sagrada Família. Da entrada do pequeno restaurante, reparamos na decoração discreta, mas bonita, nas mesas e cadeiras de madeira escura e no uniforme dos garçons. O atendimento foi simpático e eficiente, mesmo quando a casa já estava bem cheia. Enquanto o nosso pedido não chegava, folheamos o cardápio e encontramos várias opções de pratos quentes, além dos combinados, todas com preço bom.


O prato criado para o festival é o Uai Moni (R$ 59,90), um combinado com 26 peças que, à primeira vista, já agradou muito. Começamos pelo gunkan de salmão Romeu e Julieta, feito com cream cheese, queijo coalho e goiabada - o mais diferente deles. Como o peixe foi grelhado no maçarico, os pedacinhos de queijo coalho ficaram levemente derretidos. O doce dos cubinhos de goiabada harmonizou bem com os outros ingredientes e nos surpreendeu positivamente. O niguiri de salmão maçaricado regado ao molho teriaki e limon pepper foi bem preparado, mas não trouxe nenhuma novidade em termos de sabor. O uramaki filadélfia enrolado com couve detalhado com alho poró grelhado também nos agradou bastante. Já que a ideia era utilizar elementos da cozinha mineira nas peças, achamos que a couve substituiu muito bem a alga e, além de deixar o prato mais bonito, ainda tinha um sabor bem agradável. Só o alho poró que passou despercebido por nós, mas não fez falta. O gunkan de couve com tartar de salmão e cebolinha e o maki salmão com queijo coalho forrado com couve em formato de gota também estavam bem gostosos, apesar de serem comuns. Outra boa surpresa foi a batata doce crisp que enfeitava o prato. Cortada bem fininha, ela estava super crocante!

Nossa avaliação: o Hamoni cumpriu muito bem a proposta do Festival. Os chefs criaram um combinado original, bonito e bem variado, fizeram boas adaptações às receitas e utilizaram ingredientes de ótima qualidade. O prato serve bem duas pessoas e ainda sobra espaço para pedir uma sobremesa. Vale a pena experimentar!

Restaurante Hamoni
Rua Conselheiro Lafaiete, 2027
Sagrada Família


Nagomi Sushi Bar

Nossa segunda parada foi o restaurante Nagomi, que ocupa o segundo andar de um imóvel no bairro Nova Floresta. Enquanto subíamos as escadas, estranhamos o espaço. Bem pequeno, com o piso irregular e quase nenhuma decoração, o ambiente parecia improvisado. Com a exceção de uma bancada com dois sushimen caracterizados, nada naquele lugar dava a sensação de que estávamos em um restaurante de cozinha oriental.


Se a primeira impressão já não tinha sido muito boa, o prato criado para o Festival não ajudou a melhorá-la. O Ousadia (R$ 60,00), combinado de 40 peças, foi um grande fracasso. Começamos pelo ceviche à moda do chef, feito com frutos do mar e molho especial. Os quatro camarões empanados que pendiam da taça de vidro deveriam ser só decorativos – decepcionaram pelo tamanho e pelo sabor. Primeiro porque sobrava massa e faltava camarão. Segundo porque a massa parecia ter sido frita em óleo velho. A pontinha do empanado que estava mergulhada no ceviche tinha tanta pimenta que nem tivemos vontade de experimentar a marinada de frutos do mar. Nossa taça permaneceu intocada. O uramaki de frango com requeijão, ervas finas e nachos estava frio, borrachudo e seco. O gosto dos nachos lembrou o de fandangos, e o requeijão, que poderia salvar, não apareceu – nem visualmente nem em termos de sabor. O maki filadélfia, menos criativo, também não estava bom. Parecia que tinha sido preparado há mais tempo. O gunkamaki de salmão com arroz, cream cheese, molho de maracujá e raspas de limão era o melhor do combinado. O peixe parecia mais fresco e o sabor do maracujá combinou com a pequena montanha de cream cheese colocada sobre o arroz. Não sentimos o gosto das raspas de limão... O sushi de salmão, por mais simples que fosse, não foi bem preparado. O peixe, que deveria estar brilhando, deu a impressão de não ser do dia.

De sobremesa, duas fatias de banana empanadas, recheadas com doce de leite e cobertas por queijo minas flambado. Na primeira mordida, sentimos um alívio. Estávamos esperando uma quantidade maior de doce de leite, mas ainda assim todos os ingredientes estavam bons.

Nossa avaliação: é difícil falar bem de um prato que não conseguimos comer. Não sabemos dizer o que aconteceu com o combinado do Nagomi, mas a verdade é que, independente do sabor de uma comida agradar ou não, quando desconfiamos da qualidade dos ingredientes a coisa fica séria - principalmente quando se trata de peixe cru. Não vamos voltar ao restaurante e não recomendamos a visita.

Restaurante Nagomi Sushi Bar
Rua São Gonçalo, 1007
Nova Floresta

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