30 de janeiro de 2015

Nick Prime Sandwiches


De uns tempos pra cá, a movimentada rua Alberto Cintra, no bairro União, vem se tornando conhecida por abrigar uma grande quantidade de bares e restaurantes. Um dos destaques desse novo complexo gastronômico é o Nick Prime Sandwiches, comandado pelos donos do restaurante Família Paulista. A pequena sanduicheria tem apenas três mesas na parte interna e cerca de 15 na calçada. A decoração é tão sóbria que só não passa despercebida para a maioria dos clientes por conta de cinco relógios, pendurados em uma das paredes, que marcam a hora de BH e de cidades do interior de Minas. 

O cardápio é bem completo e oferece, além dos burgers tradicionais, opções frias, vegetarianas, com peixe, com salsicha, com carne moída e até com mortadela. Os 'sanduíches homenageados' foram os que mais nos agradaram. Pedimos os dois para dividir e com batatas fritas normais - por R$ 3,90, você pode trocá-las por batatas rústicas fritas com alho e alecrim. 

Nosso primeiro pedido foi um Monjardin, feito com pão de hambúrguer, hambúrguer de costela bovina, queijo prato, geleia de vinho tinto, cebola à gaúcha e folhas de agrião (R$ 19,60). Logo de cara, a carne surpreendeu positivamente. Leve, saborosa e bem temperada, ela estava longe de parecer gordurosa. O queijo, completamente derretido, veio em quantidade generosa e cobria todo o hambúrguer. A cebola à gaúcha era simplesmente anéis de cebola crus que, pelo menos, eram fáceis de separar. A geleia de vinho tinto, bem docinha e muito pouco ácida, foi uma ótima surpresa que combinou muito bem com o hambúrguer. As folhas de agrião, mais expressivas do que as de alface, deram um 'tchan' à reunião de ingredientes que já tinha dado certo. Para completar, as batatas fritas sequinhas e crocantes, daquelas congeladas mesmo, estavam muito gostosas. No fim das contas, achamos o sanduíche muito gostoso e bastante original. Vale a pena experimentar!


A segunda escolha foi um Cheddar Black Belt (R$ 19,80), que leva hambúrguer, queijo cheddar e cebola caramelizada com shoyu no pão australiano. Essa combinação é uma das nossas preferidas, sempre pedimos quando ela aparece no cardápio. E a do Nick decepcionou em alguns quesitos. O pão foi cortado de forma que a parte de baixo, normalmente mais firme do que a de cima, ficasse bem maior que a outra. Como ele já não estava muito macio, foi difícil chegar ao final sem a ajuda de um suco. O queijo não foi espalhado uniformemente sobre a carne e, como tinha sabor forte, deixou algumas partes do sanduíche um pouco enjoativas. O ponto positivo é que ele era cremoso, o que colaborou para diminuir o aspecto 'seco' do conjunto. As tirinhas de cebola caramelizadas foram cortadas maiores e mais grossas do que o esperado, o que desanima qualquer pessoa que não gosta de morder o vegetal e ouvir aquele 'creck'. Além disso, elas estavam sequinhas e soltas embaixo da camada de cheddar, como se tivessem sido apenas fritas no shoyu, e não caramelizadas de verdade. O que salvou o sanduíche foi a carne. Bem temperado, saboroso e grande, o hambúrguer era irretocável.


Vamos voltar?
Sim. Um outro sanduíche, feito com hambúrguer de linguiça de pernil e maionese de limão, chamou nossa atenção. E gostaríamos de experimentar um dos milk shakes da casa também!

Nick Prime Sandwiches
Rua Alberto Cintra, 56
União

21 de janeiro de 2015

Experimente o Vinho do Mês: fevereiro


Para a estação mais quente do ano, a promoção ‘Experimente o Vinho do Mês’ selecionou três novos rótulos, que já estão em cartaz em 15 dos melhores restaurantes de Belo Horizonte. Até o Carnaval, o público terá como opções um espumante, um vinho tinto e um vinho branco - por R$ 50 cada.

O primeiro rótulo escolhido é o Espumante Courmayeur Executive, um Extra Brut feito com as uvas Chardonnay e Pinot Noir. Elaborado pelo método charmat longo, ele permanece oito meses em contato com as leveduras antes de ser finalizado. O resultado é um espumante encorpado e refrescante, com sabor pronunciado e aromas marcantes. A bebida é produzida pela vinícola Courmayeur, fundada em 1976 na cidade de Garibaldi, na Serra Gaúcha, principal polo vitivinícola do Brasil.

Outros dois rótulos que serão vendidos ao preço promocional até o Carnaval são os portugueses Casa de Pancas branco e tinto, produzidos pela tradicional vinícola Quinta de Pancas. Fundada pela família Guimarães em 1495 em Estremedura, próximo à aldeia de Pancas, a propriedade possui aproximadamente 50 hectares de vinhedos e é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência na produção de vinhos. O microclima das encostas ao leste de Portugal é ideal para o amadurecimento de uvas nobres, como Touriga Nacional e Cabernet Sauvignon. Os dias ensolarados e as noites frescas da região são favoráveis à elaboração de vinhos com sabores aromáticos e estruturas equilibradas.


Produzido com a combinação das uvas Castelão, Cabernet Sauvignon e Aragonês, o Casa de Pancas tinto possui aroma elegante, com notas frutadas e herbais. Seu paladar fresco e encorpado combina com massas e carnes grelhadas. O Casa de Pancas branco, feito com as castas Arinto, Sercial e Chardonnay, tem cor amarelo cítrico e aroma exuberante, com notas de maçã, frutas cítricas e abacaxi. Com paladar levemente ácido, refrescante e com notas aromáticas, é ideal para acompanhar peixes, mariscos e saladas.

Os restaurantes participantes do 'Experimente o Vinho do Mês' combinam o melhor da cozinha internacional e da gastronomia autoral, em endereços nos mais prestigiados e tradicionais bairros de Belo Horizonte. Conheça nosso time: Birosca S2, Don Pasquale, El Toro, Ephigênia Bistrô, Est! Est!! Est!!!, Nonna Carmela, Oak, Osteria Degli Angeli, Patuscada, Perfetta Pizzeria, Saatore, Santa Pizza, Taberna Livorno, Trindade e Villa Roberti.

13 de janeiro de 2015

Tenore


Localizado no final da Praia de Icaraí, o Tenore é um refúgio para quem precisa enfrentar as altas temperaturas do Rio de Janeiro. A casa de dois andares possui dois salões amplos, confortáveis e climatizados, além de paredes de vidro que dão vista para o Museu de Arte Contemporânea, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor. O cardápio de bebidas conta com uma grande variedade de vinhos, drinks e cervejas. Como o dia estava muito quente, pedimos dois chopes geladinhos logo de cara!

Para começar, o buffet japonês (R$ 89,90 o quilo) substitui muito bem qualquer entrada. São cerca de 15 variedades por dia - não é muito, mas os sushis, sashimis e makimonos são muito bem preparados e estão sempre frescos. O hot philadelphia é frito na hora e, acompanhado de molho teriyaki, fica delicioso. Pela experiência que tivemos lá, concluímos que a comida japonesa do Tenore é melhor do que a de muito restaurante de BH, e que o preço é justo.


O buffet (R$ 76,90 o quilo) oferece cerca de 50 opções de pratos quentes, frios e petiscos. Na bancada de saladas, gostamos do camarão com quinoa, do mix de folhas com molho ceasar e da pasta de grão de bico. Entre as opções de pratos quentes, destacamos o aipim gratinado com camarão, o bacalhau com legumes, a lula recheada com salmão ao molho branco, a costelinha ao molho barbecue, o pirarucu em crosta, a fraldinha ao molho madeira e o arroz à piamontese. Todos os pratos estavam bem temperados e tinham ótima apresentação. Alguns não estavam tão quentes quanto imaginávamos, mas ainda assim eram bons.


Além do buffet, o cliente pode pedir o cardápio e escolher a carne de sua preferência (filet mignon, linguiça de pernil, cupim, picanha paleta de cordeiro, entre outras), que será preparada na chapa ou na churrasqueira, e uma opção de molho. Nos três dias em que almoçamos no Tenore, preferimos o self service mesmo.

Vamos voltar?
Sim! O restaurante tem um bom custo benefício, atendimento simpático e opções de pratos para todos os gostos. Da próxima vez, pretendemos experimentar uma das sobremesas lindas do cardápio! 

Tenore
Av. Jornalista Francisco Alberto Torres, 521
Icaraí
Niterói

2 de janeiro de 2015

Glouton


Sempre que passava na porta do Glouton, eu comentava que morria de vontade de conhecê-lo. A fachada do restaurante é linda e encantadora, com vasos de planta, mesas brancas e guarda sóis vermelhos que criam um ambiente mais do que aconchegante - ideal para um jantar romântico ou um encontro com as amigas. Além do salão principal, onde predominam tons sóbrios e elegantes tanto nas paredes quanto na decoração, a casa tem uma varanda simpática e mais descontraída nos fundos. No dia de nossa visita, preferimos nos sentar na área interna, de frente para a cozinha. Como as paredes são de vidro, podemos ver o chef e sua equipe preparando os pratos.

O cardápio é pequeno, porque os pratos mudam de acordo com a disponibilidade e preços dos ingredientes, mas é completo. Além das 15 opções de entradas e petiscos bastante variados, há oito pratos principais que combinam ingredientes tradicionais da cozinha francesa e elementos tipicamente brasileiros. O menu alterna pratos com carne de porco, galinha, boi, peixe, camarão e bacalhau. Ou seja, tem comida para todos os gostos! Para começar, pedimos pintxos de polvo à galega (R$ 35), uma escolha simples e deliciosa que nos conquistou pela apresentação. Os pedaços de polvo estavam no ponto certo de cozimento, macios e saborosos, e combinavam perfeitamente com as mini batatinhas.



O primeiro prato principal que escolhemos foi o entrecôte ao molho bordelaise com batatinhas coradas (R$ 62), que estava delicioso. A carne enorme, alta e suculenta veio como pedimos, ao ponto para mal passada, e estava tão macia que eu não imagino como poderia ser melhor. O molho à base de vinho ia bem tanto com o entrecôte quanto com a generosa porção de batatinhas. Por mais que essa pareça uma receita comum, sem grandes dificuldades em sua execução, não tenho dúvida de que foi a melhor carne com batatas que eu já comi.


Nossa outra escolha foi o bacalhau com cebola confitada no azeite, batata ao murro, tomatinho e azeitona (R$ 65), que é irretocável. A posta grande, branquinha e saborosa de bacalhau estava em cima de uma cama de batatas cozidas temperadas com azeite e, só com os tomatinhos e as azeitonas pretas, já ficaria uma delícia. Mas as cebolas confitadas, o toque do chef Leonardo Paixão, fizeram toda a diferença e elevaram o sabor do prato a um nível que não imaginávamos. O sabor adocicado quebrou a acidez e o gosto forte da cebola, que até pura estava boa. Surpreendente, leve e delicioso, esse é um prato que vale a pena ser experimentado e repetido.


De sobremesa, pedimos o famoso creme brulée com baunilha de Madagascar (R$ 18) para dividir. Muito bem preparado, o doce chegou à mesa em temperatura ambiente, exceto pela casquinha fina e crocante. O que mais nos chamou a atenção foi o gosto suave da fava de baunilha.


Vamos voltar?
Com certeza! O Glouton reúne todas as características que são importantes para a nossa avaliação. Atendimento eficiente, garçons simpáticos, apresentação impecável dos pratos, receitas criativas e ingredientes de qualidade. Não é a toa que a casa vem colecionando prêmios de melhor restaurante e melhor chef.

Glouton
Rua Bárbara Heliodora, 59
Lourdes