1 de fevereiro de 2017

Teste de rótulos da Cervejaria Backer

Lado a lado e devidamente esvaziadas, as garrafas dos seis rótulos da Cervejaria Backer que experimentamos.
 
A cerveja é a bebida do verão para uns e a de todas as estações para outros. Nós estamos mais para este segundo grupo e, como todo bom cervejeiro, também estamos abertos a novas experiências. Nesta semana, fizemos um teste com seis rótulos da Backer, um dos mais reconhecidos produtores artesanais de Minas Gerais. Não exatamente nesta ordem, provamos a opção de entrada da marca, Pilsen (a partir de R$ 8), a Bohemia Pilsen (a partir de R$ 9), a Pilsen Export (a partir de R$ 9), a Capitão Senra (a partir de R$ 11), a Três Lobos (a partir de R$ 18,50) e a Diabolique (a partir de R$ 17). Nossas impressões foram do decepcionante ao intrigante, passando por duas opções que, em nossa opinião, têm ótimo custo/benefício.

De forma bastante objetiva, concentramos nossa avaliação em três aspectos de cada cerveja: cor, aroma e sabor, sem floreios. Como estamos sempre prontos para dar nossa opinião, vamos ao veredito?


Pilsen (de baixa fermentação, é uma Standard American Lager clássica; teor alcoólico: 4,8%) – Esta decepcionou... Sua cor é pálida, aguada, não sobressai diante dos rótulos mais safados do mercado. Seu aroma é contido, sem definição clara, e seu gosto não se destaca nem frente uma Skol tradicional. No final, ela traz um toque ferruginoso que, realmente, desanima. Não pretendemos comprar de novo.
Cor 4 
Sabor 2,5
Aroma 3
Nota: 3,2

Bohemia Pilsen (segue a escola tcheca das Bohemian Pilsener, com lúpulos nobres; teor alcoólico: 4,7%) – Não espere muito deste rótulo, mas o salto em relação à “Pilsen” é grande e a diferença de preços entre elas, pequena. Leve e clarinha, é daquelas cervejas que se consegue bebe o dia inteiro, sem ficar empanturrado. De qualquer forma, merece ser provada!
Cor 6,5
Sabor 6
Aroma 4
Nota: 5,5

Pilsen Export (feita com lúpulos nobres; teor alcoólico: 4,8%) – De cor amarelo-ouro, tem um aspecto cristalino que a diferencia da prima “Pilsen” ao primeiro olhar. Não é uma cerveja que perfuma a sala, longe disso, mas seu cheirinho discreto esconde uma bebida muito refrescante, que desce redondo e deixa a boca pronta para o próximo gole. Toda cerveja tinha que ser, no mínimo, assim! Pode comprar, sem medo de ser feliz!
Cor 7,5
Sabor 5,5
Aroma 5
Nota: 6

Os destaques do nosso teste
 
Capitão Senra (uma Vienna Lager de amargor moderado, teor alcoólico: 5,3%) – Seu tom alaranjado, próximo do bronze, revela que estamos diante de uma medalhista. Esta cerveja é assim: expressiva sem ser agressiva, aromática sem ser extravagante. Um verdadeiro clássico que honra a tradição de simplicidade e qualidade das boas cervejas, em qualquer lugar do mundo! Na nossa opinião, tem a melhor relação custo/benefício do sexteto. Não deixe de beber!!
Cor 9
Sabor 8
Aroma 8
Nota: 8,3

Três Lobos (Premium American Lager produzida com lúpulos de variedades norte-americanas e açúcar mascavo; teor alcoólico: 5%) – Para quem gosta de uma cerveja bonita, com notas balsâmicas e sabor inequívoco, esta é uma excelente opção – não é à toa que está entre as mais caras da linha. Contudo, é bom não criar muita expectativa em relação ao açúcar mascavo, pois sua presença é discretíssima, para não dizer imperceptível. Experimente!
Cor 9,5
Sabor 8
Aroma 9
Nota: 8,8

Diabolique (uma refinada India Pale Ale que não economiza em maltes e lúpulos nobres; teor alcoólico: 7,5%) – Você lê “limão-capeta” no rótulo e já fica curioso com esta IPA que tem cor clara e aroma pronunciado. É, sem dúvida, um produto complexo que pode confundir o cervejeiro após uma explosão tão grande de sabores e aromas. Dificilmente você vai sentir gosto em alguma coisa depois de experimentá-la, então guarde-a para o final e faça seu próprio julgamento!
Cor 5,5
Sabor 6,5
Aroma 8,5
Nota: 6,8

22 de novembro de 2016

Hofbräuhaus


Seis meses depois de sua turbulenta inauguração (e reinauguração), visitamos a primeira unidade da famosa cervejaria alemã na América Latina. Digo turbulenta porque dois dias depois de ser aberta, a casa fechou por falta de cerveja. Pelos próximos dias, funcionou de maneira precária - apenas nos fins de semana e mediante reserva - e fechou novamente. Em maio, reabriu as portas definitivamente e passou por uma reforma para aumentar a produção.

A cervejaria ocupa um imóvel enorme no bairro Cidade Jardim, na região Centro-Sul de BH, e tem capacidade para 350 pessoas. O salão interno é amplo, bem iluminado e rodeado por paredes de vidro. Há mesas e bancos compridos para turmas maiores, cadeiras altas ao longo de todo o balcão e, nos cantos, mesas pequenas para quatro pessoas. A área externa é ideal para dias ensolarados ou encontros de happy hour.


Das duas vezes em que estivemos no local, o atendimento foi eficiente e os garçons, atenciosos. Mesmo quando a casa já estava cheia, os pratos chegaram relativamente rápido. Enquanto esperávamos, escolhíamos quais seriam as próximas cervejas. São três tipos - lager, dunkel e weiss - servidos em três tamanhos diferentes: copo de 300ml (R$ 9,50), caneca de 500ml (R$15) e caneca de 1L (R$ 29). Experimentamos todas e não saberíamos dizer qual é a melhor. Vale a visita só pelas cervejas, são muito boas mesmo!

O cardápio traz itens clássicos da culinária alemã, como salsichão, joelho de porco e goulash, mas não vai muito além disso. Pedimos uma salsicha com pretzel (R$ 27,90) que, pelo preço, deixou a desejar. O pretzel tinha tanto sal grosso que mais parecia aquele salgadinho Stiksy, da Elma Chips, só que muito mais caro.


O próximo prato foi um schnitzel com molho remoulade e salada de batata (R$ 37,90), um bife de porco fininho empanado, certamente nossa melhor escolha. A salada estava gostosa, mas era muito pequena, e o molhinho com sabor de limão combinou com a carne, que veio crocante e sequinha. Se você pedir um acompanhamento à parte, dá para dividir com outra pessoa que não come muito. Para nós, as clássicas batatas fritas são insubstituíveis, e as da Hofbräuhaus são boas também. Uma pena serem daquelas congeladas, justo em uma casa que serve comida alemã.


Vamos voltar?
Pela cerveja, sim. Além de o ambiente da Hofbräuhaus ser animado e descontraído, beber aquelas cervejas na caneca é uma delícia - e bem caro também. A comida não é um atrativo da casa. É mais cara do que a de qualquer bar da região Centro-Sul, não conquistou nenhum de nós e vai decepcionar quem está acostumado com os pratos servidos no Haus München. Vá para experimentar as ótimas cervejas, não chegue com fome e peça uma porção de batata frita. Não tem erro.

Hofbräuhaus
Av. do Contorno, 7613
Cidade Jardim

15 de janeiro de 2016

Bravus Blend Factory


O ano de 2016 mal começou e nós já descobrimos um novo favorito aqui em Belo Horizonte! No domingo passado, almoçamos na Bravus Blend Factory, uma hamburgueria inaugurada há cerca de dois meses no bairro de Lourdes, no imóvel onde funcionava o restaurante espanhol El Toro. A casa é dividida em quatro ambientes: uma varanda logo na entrada, que encontra com o salão principal, coberto; um corredor comprido com iluminação mais baixa, com mesas mais próximas umas das outras e um sofá vermelho que vai de uma ponta à outra; e um deck no andar de cima, que não conhecemos dessa vez. Como o dia estava chuvoso, optamos pelo ambiente mais escurinho e aconchegante onde fica o sofá.

Chegamos por volta das 15h e a casa ainda estava vazia, com outras duas mesas ocupadas além da nossa. Dois garçons muito simpáticos vieram nos atender, apresentar o cardápio e oferecer as bebidas. A Bravus trabalha com cervejas importadas, drinks alcoólicos e não alcoólicos, sucos, refrigerantes e milk shakes. Decidimos experimentar a cerveja tcheca 1795 (R$ 20) e o milk shake de Ovomaltine (R$ 26) e nós dois ficamos satisfeitos com as nossas escolhas.


Além dos hambúrgueres diferenciados, o cardápio tem três opções de saladas e nove acompanhamentos - variações de batatas fritas, anéis de cebola e palitos de muçarela -, ótimos para petiscar antes de pedir os pratos principais. Ao todo, são 20 tipos de sanduíches e, depois de ver tanta variedade, pedimos ao garçom que nos sugerisse um hambúrguer menor e outro maior, para quem está muita fome. Confiamos nele, e a primeira escolha não poderia ter sido melhor.

O Sunshine, montado no pão de brioche com blend 170g, telha de parmesão, manteiga de tomilho, trufa negra e ovo frito (R$ 31) é relativamente simples e muito saboroso. Sempre prefiro sanduíches com menos ingredientes, em que é possível sentir e avaliar o gosto de cada um separadamente. O pão estava macio, pesadinho e levemente adocicado. A carne, também macia, tinha tempero na medida certa e combinava bem com a telha de parmesão parcialmente derretida - gostamos da ideia da “telha”, que fica mais bem acomodada ao hambúrguer e é mais atraente do que a fatia de queijo inteira -. Por cima, o ovo com gema mole estava na consistência perfeita e, depois de partido, deu um plus ao conjunto. A manteiga de tomilho, que estava no cardápio, não apareceu... Mas também não fez falta. Para completar a nossa alegria, as batatas onduladas que acompanharam o prato estavam deliciosas. Eram do tipo congeladas? Sim, mas estavam crocantes, sequinhas e iam bem com qualquer um dos quatro molhinhos especiais que estavam na mesa.


A segunda sugestão foi o burguer que leva o nome da casa, Bravus, feito com pão tradicional, blend 170g, maionese trufada, alface, tomate assado, cebola crispy, bacon caramelizado e queijo emental (R$ 33). Mais completo e maior do que o primeiro, mas igualmente surpreendente. As batatas rústicas que o acompanharam estavam boas e só. Da próxima vez, vamos trocá-las por batata doce palito ou batata chips.


Vamos voltar?
Sim! Além de o atendimento dos garçons, do chef e do gerente da casa ser bastante atencioso, gostamos muito de tudo o que comemos e bebemos na Bravus. Os preços não são tão baixos quanto gostaríamos, mas a casa trabalha com ingredientes diferenciados e oferece produtos cheios de sabor e criatividade e de ótima qualidade. Tão bons que já estão entre as nossas três hamburguerias favoritas da cidade. Torcemos muito para que eles consigam manter esse padrão de qualidade sempre, coisa rara de se ver aqui em BH.

Bravus Blend Factory
Rua Marília de Dirceu, 182
Lourdes