15 de janeiro de 2016

Bravus Blend Factory


O ano de 2016 mal começou e nós já descobrimos um novo favorito aqui em Belo Horizonte! No domingo passado, almoçamos na Bravus Blend Factory, uma hamburgueria inaugurada há cerca de dois meses no bairro de Lourdes, no imóvel onde funcionava o restaurante espanhol El Toro. A casa é dividida em quatro ambientes: uma varanda logo na entrada, que encontra com o salão principal, coberto; um corredor comprido com iluminação mais baixa, com mesas mais próximas umas das outras e um sofá vermelho que vai de uma ponta à outra; e um deck no andar de cima, que não conhecemos dessa vez. Como o dia estava chuvoso, optamos pelo ambiente mais escurinho e aconchegante onde fica o sofá.

Chegamos por volta das 15h e a casa ainda estava vazia, com outras duas mesas ocupadas além da nossa. Dois garçons muito simpáticos vieram nos atender, apresentar o cardápio e oferecer as bebidas. A Bravus trabalha com cervejas importadas, drinks alcoólicos e não alcoólicos, sucos, refrigerantes e milk shakes. Decidimos experimentar a cerveja tcheca 1795 (R$ 20) e o milk shake de Ovomaltine (R$ 26) e nós dois ficamos satisfeitos com as nossas escolhas.


Além dos hambúrgueres diferenciados, o cardápio tem três opções de saladas e nove acompanhamentos - variações de batatas fritas, anéis de cebola e palitos de muçarela -, ótimos para petiscar antes de pedir os pratos principais. Ao todo, são 20 tipos de sanduíches e, depois de ver tanta variedade, pedimos ao garçom que nos sugerisse um hambúrguer menor e outro maior, para quem está muita fome. Confiamos nele, e a primeira escolha não poderia ter sido melhor.

O Sunshine, montado no pão de brioche com blend 170g, telha de parmesão, manteiga de tomilho, trufa negra e ovo frito (R$ 31) é relativamente simples e muito saboroso. Sempre prefiro sanduíches com menos ingredientes, em que é possível sentir e avaliar o gosto de cada um separadamente. O pão estava macio, pesadinho e levemente adocicado. A carne, também macia, tinha tempero na medida certa e combinava bem com a telha de parmesão parcialmente derretida - gostamos da ideia da “telha”, que fica mais bem acomodada ao hambúrguer e é mais atraente do que a fatia de queijo inteira -. Por cima, o ovo com gema mole estava na consistência perfeita e, depois de partido, deu um plus ao conjunto. A manteiga de tomilho, que estava no cardápio, não apareceu... Mas também não fez falta. Para completar a nossa alegria, as batatas onduladas que acompanharam o prato estavam deliciosas. Eram do tipo congeladas? Sim, mas estavam crocantes, sequinhas e iam bem com qualquer um dos quatro molhinhos especiais que estavam na mesa.


A segunda sugestão foi o burguer que leva o nome da casa, Bravus, feito com pão tradicional, blend 170g, maionese trufada, alface, tomate assado, cebola crispy, bacon caramelizado e queijo emental (R$ 33). Mais completo e maior do que o primeiro, mas igualmente surpreendente. As batatas rústicas que o acompanharam estavam boas e só. Da próxima vez, vamos trocá-las por batata doce palito ou batata chips.


Vamos voltar?
Sim! Além de o atendimento dos garçons, do chef e do gerente da casa ser bastante atencioso, gostamos muito de tudo o que comemos e bebemos na Bravus. Os preços não são tão baixos quanto gostaríamos, mas a casa trabalha com ingredientes diferenciados e oferece produtos cheios de sabor e criatividade e de ótima qualidade. Tão bons que já estão entre as nossas três hamburguerias favoritas da cidade. Torcemos muito para que eles consigam manter esse padrão de qualidade sempre, coisa rara de se ver aqui em BH.

Bravus Blend Factory
Rua Marília de Dirceu, 182
Lourdes

4 de novembro de 2015

Olga Nur troca tradição pela vanguarda


O Olga Nur abriu suas portas em julho deste ano com toda pompa e circunstância. No mesmo endereço onde funcionava o distinto e controverso O Dádiva, apostou suas fichas no prestígio do cozinheiro Erick Jacquin, aquele gordinho do Master Chef. Chamou atenção e ganhou espaço na mídia, mas o cardápio conservador de Jacquin acabou abreviando a parceria entre o restaurante e o jurado da TV. Ninguém fala isso, mas estava "queimando o filme".

O Olga investiu na cozinha contemporânea com um novo menu assinado por seu próprio chef executivo, Rodrigo Viana. E o resultado não poderia ser melhor: agora, há uma sinergia entre ambiente, serviço e cardápio. "Para criarmos este menu seguimos novas vertentes culinárias, mantendo nosso foco naquilo que clientes mais valorizam", conta Viana. "Uma preocupação que tivemos foi chegar em um compromisso entre qualidade e criatividade, que não sacrificasse o preço".

A decoração inovadora, o atendimento profissionalíssimo e as criações do chef falam a mesma língua, o idioma da modernidade. Sua autonomia ganha destaque desde o montadito de filé ovos e flor da sal (R$ 39), uma entrada realmente mágica, passando pelo creme de ervilhas frescas com burrata (R$ 37) e pelo nhoque de batata baroa recheado com queijo brie e confit de tomates (R$ 94), até chegar à lagosta ao molho de mostarda e mel com champignons (R$ 99) - a opção mais criativa, saborosa e farta. 

São, ao todo, cinco opções de entrada (que também incluem as saladas de polvo braseado, aiolí e pesto de rúcula; de chevre quente, com lâminas de pêras e amêndoas coradas; o carpaccio de salmão defumado na casa, com guacamole e merken) e nada menos que 16 sugestões para prato principal, com destaque para o filé e escalope de foie gras com arroz vermelho e hortelã (R$ 79), que experimentamos e aprovamos.


Com o mercado gastronômico desaquecido, o chef também criou pratos para serem compartilhados, como o guioza de pato e pupunha, levemente picante ao molho de gengibre e mascavo; o prato de queijos variados ao melaço de cana; e os gogumelos recheados com camarão e queijo de cabra - além do montadito, que já está mais do que recomendado. "Os clientes que vêm ao Olga Nur querem uma experiência completa e, para proporcioná-la, também realinhamos nossa carta de vinhos para atendê-los com rótulos de ótima qualidade e preços justos", pontua o consultor da casa, Matheus Murthê.

E essa leitura realista do momento que o setor atravessa só trouxe ganhos. Afinal, o restaurante vendeu nada menos que 180 garrafas de vinho em um único dia, recentemente. E como ninguém pode ir embora sem adoçar a boca, as sobremesas incluem desde o tradicional petit gatêau até misturas criativas, como churros de banana com doce de leite e profiteroles de maçã e caramelo com especiarias (R$ 23) - nossa indicação.

Para além do que se come e bebe, outra boa notícia é que o restaurante agora está aberto para almoço também às sextas-feiras. É verdade que a maioria dos pratos têm preços acima da média de BH, mas, sem dúvida, vale a pena conhecer o Olga!

Olga Nur
Rua Curitiba, 2202
Lourdes

30 de setembro de 2015

DiVino Restaurante


Quem vive preso ao circuito dos restaurantes do bairro de Lourdes não sabe que o melhor de Belo Horizonte está longe do burburinho e da badalação. O diVino, por exemplo, fica no Vale do Sol, em Nova Lima, a cerca de 25 minutos da Savassi – da Praça da Liberdade até lá são 21 quilômetros, sempre em pista dupla. Perto não é, mas vale a pena dar um passeio por lá, afinal, a casa combina um ambiente agradável e familiar com um cardápio brasileiro contemporâneo, com toque das gastronomias francesa e italiana, além de uma influência marroquina que faz dele uma experiência única.


“Seguimos a proposta de valorizar ingredientes mineiros, utilizando técnicas da gastronomia internacional”, explica o chef Fábio Pontes, que “pilota” as panelas na frente dos clientes. Pontes é daqueles mestres-cucas que fazem questão de acompanhar todos os processos e, do balcão para trás, ele cobra escanteio e corre na área para cabecear. Para nossa visita, o chef preparou duas delícias:

O Coração de filé em crosta de parmesão com molho de mostarda (R$ 69,50), o prato mais adorado do restaurante, e uma novidade que estreia nas próximas semanas, no Menu de Primavera, que é o Peixe da época (badejo, namorado ou cherne, que foi o que experimentamos) com farofinha de camarão com manjericão e sautê de abacaxi e alcaparras (R$ 90). São dois pratos fartos e muitíssimo bem preparados, com destaque para o exotismo do peixe, uma criação do chef que merece ser experimentada pelos amantes da boa mesa.


Para a sobremesa, o felizardo pode escolher entra a torta de limão, a banana dourada, o Tiramisu diVino, o petit gâteau, o suflê de goiaba com sorvete de queijo ou uma simples taça de sorvete, que foi o que pedimos pura e simplesmente por falta de espaço na barriga. Tudo delicioso, mas a coisa não para por aí, porque você ainda tem que passar pelo diVino Empório.

“Neste ano, trouxemos o empório para um anexo do restaurante e o resultado foi muito bom, tanto para nós, como empresários, quanto para nossos clientes”, comenta o sócio-proprietário do diVino, Tatá Carvalho. O espaço dispõe de mais de 500 rótulos de vinhos selecionados e também opções de produtos de delicatessen, como chocolates, chás americanos, mostardas, castanhas, biscoitos tailandeses e geleias. A loja conta com atendimento especializado, espaço para ‘happy hour’ e confrarias. Entre os destaques, provamos o Eolo Bianco I.G.T. Sicilia (R$ 48), que acompanhou muito bem o cherne.

Fica a dica!

diVino Restaurante
Av. Quinta Avenida, 144
Vale do Sol - Nova Lima